sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um dia sem cor

Vivendo em um dia sem cor
Tudo parecia do mesmo jeito
Na alma permanecia encurralado o velho amor
Às vezes a vontade era tirá-lo do peito

Nas paredes fotos em preto e branco
A vida continuava meio ao Sul
Mas cada dia ao seu encanto
De repente pude notar no céu um diferente azul

Enchi-me de esperança
Os sonhos já disputavam com a imaginação
A vida... Voltou a ser criança
Mas num piscar de olhos fiquei sem ação

O céu se escureceu
O azul não era mais aquele azul
Preferi não olhar mais o céu
Olhando as paredes percebi um claro azul

Animado esperei novamente aquele céu
Mas nos dias seguintes o tempo era nublado
Mas as paredes, estas me fazem acreditar
Mais dia menos dia aquele céu vou encontrar

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